segunda-feira, 4 de junho de 2012

As lições do empresário


As lições do empresário que transformou 100 pessoas em milionárias

Para Carlos Wizard Martins, dono do grupo Multi, o desejo de enriquecer é apenas o primeiro passo

]Carlos Wizard Martins: "o sucesso acontece quando a preparação encontra uma oportunidade"
São Paulo – Carlos Wizard Martins, dono do Grupo Multi, lançou há duas semanas o livro “Desperte o milionário que há em você” e afirma que todos têm potencial para enriquecer – desde que queiram. Seu grupo controla as marcas Wizard, Yázigi, Skill, Alps, Quatrum, Microlins, SOS, Bit Company, People e Smartz.

]
No livro, o empresário faz um relato e dá dicas, a partir da sua própria experiência, de como prosperar e atingir o sucesso no mundo dos negócios. A nova obra de Martins figura como a sexta mais vendida do gênero de autoajuda da revista Veja.
Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida pelo empresário:
EXAME.com: Por que a ideia de lançar o livro “Desperte o milionário que há em você” agora?
Carlos Wizard Martins:
 Trabalhei neste livro por três anos e o momento não poderia ser mais convidativo para seu lançamento. O Brasil vive um momento ímpar, com a econômica crescendo e todos os dias no país surgem pelo menos 29 novos milionários.  
EXAME.com: E qual a fórmula para se tornar um milionário?
Martins: 
O primeiro passo é ter isso como objetivo de vida. Muita gente no Brasil acha que porque nasceu em uma família pobre, essa terá que ser a sua condição sempre. Não existe nenhuma comprovação científica sobre isso e as pessoas precisam despertar. Eu acredito que sucesso acontece quando a preparação encontra uma oportunidade.
EXAME.com: Para se tornar um milionário, é mais importante sonhar ou manter os pés no chão?
Martins: 
As duas coisas são importantes.   É necessário, sim, um equilíbrio entre o aspecto emocional e o racional.
A pessoa precisa acreditar, mas precisa também traçar estratégias, ter um plano de ação, ter disciplina, se rodear de pessoas qualificadas e conhecer o negócio que vai lançar. 
]EXAME.com: Mas todo mundo tem condições de ser um milionário?
Martins: Tem, mas nem todo mundo almeja se tornar um milionário. Existem alguns bloqueios de ordem emocional, que fazem as pessoas nem terem isso como meta de vida.

EXAME.com: Se o senhor abrisse hoje a primeira escola de idiomas, encontraria um cenário mais favorável?
Martins: 
Certamente seria mais fácil. O Brasil passou por momentos econômicos delicados desde a década de 80, com inflação nas alturas. Eu acredito que o Brasil tem uma janela de oportunidades para os próximos 15, 20 anos....auf Indien. Das Land erneuert gerade seine Streitkräfte, 126 Kampfflugzeuge...
EXAME.com: Quando abriu a primeira unidade do Wizard, o senhor imaginava que chegaria aonde chegou?
Martins:
 Não. Ninguém imagina. Tínhamos como objetivo inicial ter uma unidade em cada estado brasileiro e cada uma delas ter pelo menos 100 alunos matriculados. A verdade é que todo empresário sempre sonha pequeno, por isso, precisamos de tempos em tempos transformar nossos sonhos.
EXAME.com: Com os negócios do grupo Multi, o senhor já formou algum milionário?
Martins:
 Nos últimos três anos, fomos responsáveis pelo aparecimento de mais de 100 milionários no país. Mas independente do setor, o passo a passo para se atingir o primeiro milhão é igual para todo mundo.
EXAME.com: O senhor demorou quanto tempo para chegar ao primeiro milhão? 
Martins:
 Lembro que foram mais de cinco anos depois da abertura da nossa primeira unidade.
EXAME.com: E quantos milionários pretende formar com o livro?
Martins:
 Não faço ideia, mas espero receber no futuro relatos de pessoas que a partir do meu livro deram o pontapé inicial para transformar suas vidas.
]Carlos Martins começou a ensinar idiomas por acaso, durante um período em que morou nos Estados Unidos. “Me convidaram para dar aulas de português e eu aceitei”, lembra. Ao voltar para o Brasil, em 1986, começou a dar aulas particulares de inglês para os colegas de trabalho. A demanda cresceu tanto que ele decidiu largar o emprego de executivo e investir no ensino de línguas.Transportpanzer im Allzweck-Einsatz: Der "Fuchs" ist international beliebt in...

A Wizard já nasceu para ser uma rede. Não queria passar a vida tocando uma escolinha de inglês”, conta. Nas mãos dos filhos do empreendedor, a companhia investiu em uma agressiva estratégia de consolidação e adquiriu mais de dez redes de ensino concorrentes, constituindo um grupo com faturamento superior a 2,3 bilhões de reais em 2010.
Conheça a trajetória do empreendedor e aprenda com as suas lições.
1. Busque preparação e oportunidade
Adepto da máxima “o sucesso acontece quando a preparação encontra a oportunidade”, Martins acredita que a Wizard só deu certo devido ao encontro destes fatores. “Saí de Curitiba e fui estudar na universidade de Brigham Young, em Utah, e enquanto estava lá como estudante fui convidado para ser instrutor de português no centro de idiomas”, lembra.
“Quando voltei para o Brasil, fui fazer uma carreira de executivo. Tudo que eu pretendia na vida era passar dois três anos em uma empresa, ser transferido para uma nova função ou outra empresa, subir a escalada corporativa. Um belo dia um colega do serviço diz: vamos fazer inglês aqui na empresa, você não quer dar umas aulinhas à noite? Acho que meu lado empreendedor falou mais alto e aceitei. Começou com uma turma, duas, três, de repente minhas noites estavam todas tomadas. Portanto foi a minha experiência de ir para os Estados Unidos, a minha formação lá, no centro de idiomas, e a volta ao Brasil para fazer a trajetória de executivo que abriram as portas para o nascimento da Wizard. Consciente ou inconscientemente, eu estava me preparando. Então surgiu essa oportunidade e eu a abracei”, diz.]
Mas como, partindo das “aulinhas de inglês”, Martins se transformou no dono de uma das maiores de redes de ensino de idiomas do mundo? Segundo o empreendedor, o segredo é começar com o objetivo final em mente. “Tive que tomar uma decisão: vou ficar com o emprego e continuar com as aulinhas? Esse foi o momento mais importante da minha trajetória. Pensei: não vou querer passar a minha vida profissional toda tocando uma escolinha de inglês. Já tinha passado sete anos no exterior e tido muito contato com o sistema de franchising, que na época ainda era muito incipiente no Brasil. Quando comecei a pensar na possibilidade de ter um negócio próprio, pensei: não vou abrir uma escolinha de inglês, vou abrir uma rede de escolas de inglês”....Südkorea. Abgebildet sind Polizisten während eines...
3. Sonhe mais alto ainda
O projeto deu certo e, em 2002, a rede já contava com 900 unidades abertas em todo o Brasil, além de operações nos Estados Unidos.  Mas o futuro reservava planos ainda mais ambiciosos para a companhia. “Todo empreendedor tem um sonho. Quando ele realiza aquele sonho, descobre que tem outros ainda maiores para ser realizados. Quando eu criei a Wizard, tinha um sonho. Eu pensava: se algum dia tivermos uma unidade da escola presente em cada estado brasileiro, teremos feito um projeto vencedor”, lembra Martins.
Os planos mudaram quando os filhos gêmeos do empreendedor, Charles e Lincoln, retornaram de uma temporada de estudos no exterior naquele ano. “Eles chegaram com a seguinte linha de raciocínio: ‘pai, nosso negócio é maior do que você pode imaginar e nós temos condições de comprar empresas concorrentes, formar um grande grupo e um dia abrir capital dessa empresa’”, conta.
Martins resistiu à ideia a principio, mas os argumentos dos dois primogênitos foram mais fortes. “Eles me disseram: ´você tem uma escolha: ou assume esse papel de liderança no mercado ou algum grupo econômico estrangeiro vai vir para o Brasil, vai comprar a concorrência e nós vamos ficar em segundo plano´”, lembra o empreendedor. “Dei carta branca a eles para comprar uma rede pequena. Compraram a segunda, a terceira, e não param mais”, brinca.
]No ano de 2003, a Wizard fez sua primeira aquisição, incorporando a Planet Idiomas. Nos anos seguintes, a rede arremataria outros sete concorrentes, incluindo grandes redes de idiomas, como Skill e Yázigi, e nomes fortes na área de cursos profissionalizantes, como SOS Educação Profissional, Microlins e Bit Company.

r

Assim nasceu o Grupo Multi, um conglomerado com mais de 3,5 mil escolas espalhadas no Brasil e exterior, que atendem mais de 1,4 milhão de alunos. No final do ano passado, a Kinea, braço de investimentos do Itaú, fechou a compra de participação minoritária do Grupo Multi por 200 milhões de reais. 
Os planos para o futuro incluem a abertura de capital da bolsa. “Tudo seria impossível sem que tivéssemos tomado esses passos todos no passado”, avalia Martins. Ter uma boa ideia e paixão pelo negócio não bastam para que você seja um empreendedor de sucesso. Para Fernando Campos, investidor-anjo e gestor da Devise, dominar técnicas de gestão de negócios é a habilidade que ele mais sente falta nosempreendedores brasileiros. “Você pode ter capacidade técnica, domínio de conhecimento e ótimas ideias, mas também é preciso ter visão de negócios, saber gerir e liderar pessoas”, afirma.
Edison Kalaf, professor de inovação e empreendedorismo da Business School São Paulo (BSP), conta que o essencial é acreditar no negócio e se dedicar. “É o trabalho que importa, não basta só investir”, diz.
Com a ajuda de Campos, Kalaf e Rose Mary Lopes, coordenadora do Centro de Empreendedorismo da ESPM, Exame.com listou algumas habilidades indispensáveis para ser um empreendedor de sucesso.
Ser determinado
Por mais que uma pessoa tenha cursos e certificados, dificilmente acertará seu negócio de primeira. “Tem que ser persistente usando a razão, pois alguns empreendedores se apaixonam pela ideia e não conseguem enxergar além disso”, explica Kalaf.
Para Campos, o empreendedor não pode desistir por qualquer barreira. “É preciso ter essa energia para, por exemplo, ligar para amigos e pedir indicações e também para bater na porta de clientes”, afirma. “Um empreendedor tem que matar vários leões por dia, mas tem que ter claro quais são os seus objetivos para poder casar com as oportunidades que surgirem”, explica Rose.
Dominar técnicas de gestão
Contabilidade, recursos humanos e áreas de suporte ao negócio exigem conhecimento formal. Mesmo em uma empresa muito pequena é preciso identificar em quais áreas ele precisa de ajuda e gerir. “Uma boa forma de aprender é frequentar competições de startups, quem ganha fala de seus negócios e conta como se prepara”, explica Campos.
Kalaf conta que o empreendedor precisa assumir que não é genial para tudo. “Improvisação em geral dá certo, mas não dá para improvisar sempre”, afirma. Para Rose, não é um aprendizado fácil: um empreendedor tem que aprender a demitir pessoas, por exemplo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário